Calor recorde, menor vazão do Rio Miringuava e pico de consumo causaram oscilações no abastecimento e falta de água. Sanepar retomou fornecimento gradativo e mantém apoio emergencial.
A água voltou a ser entregue de forma gradativa à noite e madrugada, mas moradores relataram oscilações e pontos com baixa pressão em vários bairros da capital.

Equipes da companhia reforçaram atendimento a hospitais e serviços essenciais com caminhões-pipa, enquanto técnicos trabalharam para normalizar o sistema.
As explicações sobre a causa e as medidas tomadas foram divulgadas pela própria empresa, com dados também do monitoramento climático estadual, conforme informações divulgadas pela Sanepar e pelo Simepar.
O que a Sanepar informou sobre a operação
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) finalizou às 17h de quarta-feira (24/12) manobras operacionais no Sistema Integrado de Abastecimento de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC) para garantir o fornecimento de água tratada. As intervenções visavam estabilizar a rede após variações de captação e demanda.
O abastecimento foi retomado gradativamente durante a noite e madrugada, com normalização progressiva do fluxo em boa parte da cidade.

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Bairros afetados e medidas emergenciais
Mesmo com o restabelecimento, partes dos bairros Xaxim, Butiatuvinha e Santa Quitéria apresentaram oscilações de pressão durante a normalização do fluxo.
A Sanepar manteve caminhões-pipa em locais estratégicos para reforçar o abastecimento de hospitais e serviços essenciais. Essa foi a ação imediata para reduzir impacto onde a pressão ainda estava instável.
Como ficará a segurança hídrica
Na quarta-feira (24/12), Curitiba registrou a temperatura mais alta do ano: 32,3ºC, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). O calor intenso, associado ao alto consumo e à baixa vazão do Rio Miringuava devido à escassez de chuvas, afetou o abastecimento.

Fábio Basso, gerente-geral da Sanepar para Curitiba, região metropolitana e Litoral, explicou que a semana do Natal, marcada por maior consumo, coincidiu com as altas temperaturas, ampliando a demanda. A captação do Rio Miringuava, normalmente de 1.200 litros por segundo, ficou em torno de 600 litros por segundo, segundo a empresa, o que reduziu a oferta disponível para a rede.
Para ampliar a segurança hídrica da região, a Sanepar trabalha na finalização da Barragem do Miringuava, em São José dos Pinhais. O enchimento do reservatório está previsto para os próximos dias, com estimativa de nove meses para completar, dependendo do regime de chuvas.
O novo reservatório terá capacidade para armazenar 38,2 bilhões de litros, podendo atender 650 mil pessoas. A obra é apresentada como solução de médio prazo para reduzir riscos de falta de água em episódios de seca e demanda elevada.


