A Região Metropolitana de Curitiba deverá ser a primeira do Brasil a testar um novo conceito de transporte coletivo conhecido como bonde digital.
O projeto, anunciado pelas redes sociais do Governo do Paraná, visa integrar inovação, sustentabilidade e eficiência à mobilidade urbana, com início da fase experimental previsto para novembro deste ano. O novo sistema ligará os terminais de Pinhais e São Roque, em Piraquara, utilizando um veículo 100% elétrico, sem trilhos e com condução automatizada.

Bonde digital chega à Grande Curitiba
Desenvolvido pela Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (AMEP), o bonde digital — chamado tecnicamente de Bonde Urbano Digital (BUD) — contará com um investimento de R$ 6 milhões do governo estadual.
O valor será destinado à implantação de infraestrutura, sinalização e adaptações no trajeto. O período de testes será de 15 meses e poderá indicar os próximos passos para a expansão do modelo em outras regiões do estado.
O veículo é fabricado pela empresa chinesa CRRC Nanjing Puzhen e utiliza a tecnologia Digital Rail Transit (DRT), que emprega sensores e indução magnética para guiar o bonde sobre rotas virtuais marcadas no asfalto. Com três módulos interligados, ele poderá transportar até 400 passageiros e alcançar velocidade de 70 km/h. A tecnologia inclui comunicação com semáforos para garantir prioridade nas vias, otimizando o tempo de deslocamento.

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O que é o bonde digital que será testado na Grande Curitiba?
O bonde digital é um novo modal de transporte coletivo baseado em tecnologia de condução autônoma e elétrica. O modelo que será usado na Região Metropolitana de Curitiba dispensa trilhos e fios aéreos, pois opera guiado por sensores e sistemas magnéticos instalados no solo. A proposta é oferecer uma alternativa mais econômica e sustentável em comparação com trens ou metrôs tradicionais.
A estrutura do veículo lembra a de um metrô de superfície, com capacidade de grande volume de passageiros e alta frequência. Com três vagões articulados, o bonde digital terá espaço para até 400 pessoas por viagem, o que o torna ideal para trajetos urbanos movimentados. A expectativa é que ele reduza o tempo de deslocamento e contribua para a redução das emissões de gases poluentes.
Onde o bonde digital vai operar durante o período de testes?
A fase experimental do projeto será realizada no eixo que liga os terminais de Pinhais e São Roque, em Piraquara, ambos na Região Metropolitana de Curitiba. A escolha do trecho foi estratégica, pois ele concentra grande fluxo de passageiros e demanda por soluções mais eficientes de transporte público.
Durante os 15 meses de testes, o bonde digital será avaliado em diferentes condições operacionais, com foco em desempenho, segurança e integração com o sistema de trânsito existente. A sinalização especial e a tecnologia de controle de tráfego permitirão ao veículo ter prioridade nos semáforos, o que deve melhorar a fluidez das viagens.
O bonde digital poderá ser adotado em outras cidades?
Caso os testes na Grande Curitiba sejam bem-sucedidos, o modelo poderá ser expandido para outras cidades do Paraná e até mesmo de outros estados. A tecnologia do bonde digital é considerada escalável e adaptável a diferentes realidades urbanas, o que amplia suas possibilidades de implementação.
Além disso, o custo mais baixo em relação a sistemas ferroviários tradicionais e a operação com emissão zero tornam o modelo atraente para municípios que buscam soluções de mobilidade mais modernas e ambientalmente responsáveis.


